A Ēmel nasceu em um campo de família, em Gravatal, no interior de Santa Catarina — terra de morros verdes, água limpa e um jeito devagar de fazer as coisas. Ali, entre pomares e mato nativo, abelhas sem ferrão sempre fizeram parte da paisagem, guardando em suas colmeias um mel raro, escasso e cheio de caráter.
Começamos colhendo para a própria mesa. Hoje colhemos para dividir: um pouco do campo, da paciência da meliponicultura e da simplicidade de Gravatal, direto para a sua casa — sem pressa, sem excesso, do jeito que a vida devia ser.
Trabalhamos com meliponicultura — a criação das abelhas sem ferrão nativas do Brasil. São abelhas mansas, que não picam, e que produzem pouco: cada colmeia rende apenas alguns potes por ano. Por isso o mel é colhido na medida certa, sem forçar a natureza e respeitando o tempo de cada colônia. Cuidar delas também é cuidar do campo — são elas que polinizam o mato nativo e os pomares ao redor.
Da colmeia, o mel vai pro pote quase do mesmo jeito: sem pasteurizar, sem aquecer e sem misturar. Assim ele guarda o aroma, as enzimas e o sabor original de cada espécie e de cada floração. É um mel vivo, artesanal, feito em pequena escala — e cada safra tem seu próprio caráter, porque depende das flores que abriram naquele ano.